Como pintar paredes sem fazer bagunça?

Beto

Beto resolveu pintar a sala sozinho. Clarinha escolheu a cor: "Areia do Deserto", um tom de bege claro. Beto foi ao depósito, comprou duas latas de tinta, rolos, bandejas, fita crepe, lona plástica. Achou que estava preparado.

Passou a fita crepe nos rodapés e nos contornos das portas. Espalhou a lona no chão. Abriu a primeira lata e sentiu o cheiro forte de tinta. — Vamos nessa.

Ele molhou o rolo, passou na parede e… a tinta escorreu. Manchas escuras, respingos no chão, tinta no cabelo. Clarinha apareceu na porta: — Beto, o que aconteceu? Isso parece um crime.

— É que diluí demais — ele justificou, mas tinha diluído certo. O problema era a técnica: rolo muito molhado, pouca pressão, movimentos errados.

Pedro, que passava para visitar, viu a cena e deu uma aula relâmpago. — O rolo não pode vir encharcado. Você tira o excesso na bandeja. Passa em "W" na parede, depois espalha na vertical. Sempre na mesma direção.

Beto seguiu as instruções. A segunda mão ficou muito melhor. A terceira mão, perfeita. Depois de seis horas, a sala estava pintada. O cheiro de tinta tomou a casa, mas o bege "Areia do Deserto" transformou o ambiente.

— Ficou bom, né? — perguntou Beto, cansado mas orgulhoso.

— Ficou — respondeu Clarinha. — Mas da próxima vez, a gente pinta junto.