A cor da tinta ficou errada. O que fazer?

Clarinha**

Clarinha escolheu a cor "Terra Cota" para o quarto. Na amostra, era um tom de tijolo queimado, elegante e acolhedor. Na parede, parecia abóbora. Abóbora brilhante e berrante.

— Beto, que cor é essa? — perguntou, desesperada.

— É… abóbora? — respondeu Beto, cautious.

— Não é Terra Cota! É laranja!

A culpa era da tinta errada? Não. Era a tinta certa, no tom certo, mas a amostra na loja estava sob luz fluorescente, e na parede do quarto, com luz natural, a cor expandia e ficava mais vibrante.

— Tristeza, mas não é o fim do mundo — disse o vendedor. — Dá para corrigir.

Ele explicou que tinta muito escura ou muito vibrante pode ser neutralizada. Uma demão de tinta branca ou de uma cor mais clara por cima segura o tom. Ou, se for o caso, pintar de novo com a cor certa.

— Nunca mais compro tinta sem testar antes — disse Clarinha.

Ela comprou uma amostra da cor "Areia do Deserto" (um bege claro), passou na parede, esperou secar, olhou em diferentes horas do dia. Aprovou. Depois comprou o galão.

Mas ainda restava o problema: a parede laranja. Pintar por cima com o bege funcionaria?

— Tinta clara cobre tinta escura? — perguntou.

— Precisa de selador ou de tinta com alto poder de cobertura. Usa um fundo preparador branco antes. Duas demãos. Depois aplica a cor final.

Clarinha comprou o fundo preparador, passou duas demãos, e depois duas do bege. A parede ficou perfeita. O quarto finalmente ficou com a cor que ela queria.

— Saída cara — ela calculou: 80 reais de tinta errada, 60 de fundo preparador, 80 da tinta certa. Total: 220 reais. Mas pelo menos aprendeu a lição.