Contratar um profissional ou fazer você mesmo?

Beto

Beto estava na loja de ferramentas, olhando as prateleiras de equipamentos elétricos. Ele tinha visto um vídeo de como trocar uma tomada e se sentiu capacitado. — Por que pagar 150 reais para um eletricista se eu posso fazer?

Ele comprou a tomada nova, voltou para casa, desligou o disjuntor e começou a mexer. Os fios estavam duros, os bornes apertados. Ele forçou, o alicate escapou, e o fio encostou em outro. Faísca. O disjuntor caiu.

— Que porcaria! — xingou Beto.

Ele ligou o disjuntor de novo, mas agora a tomada não funcionava. Pior: o circuito inteiro da cozinha estava morto. Carlos veio ver e balançou a cabeça.

— Você queimou o fio neutro e o terra. Fez curto-circuito. Agora tenho que puxar fio novo.

O serviço de Carlos custou 200 reais. Beto gastou 40 na tomada e 200 no conserto. Se tivesse chamado Carlos direto, teria gasto 150.

— A regra de ouro — disse Carlos — é: elétrica e hidráulica, a menos que você seja profissional, não mexe. Trocar um chuveiro ou uma tomada parece fácil, mas um erro pode causar incêndio, choque, ou danificar toda a instalação.

— E o que posso fazer sozinho? — perguntou Beto.

— Pintar parede, montar móvel, trocar lâmpada, pendurar quadro, limpar calha. Coisas que não envolvem água sob pressão ou eletricidade.

Beto assimilou a lição. Saber o próprio limite é tão importante quanto saber fazer. Pagar um profissional não é derrota — é inteligência.