Piso de madeira, vinílico ou porcelanato?

Carlos

Carlos estava construindo o apartamento novo e precisava escolher o piso. Três opções: madeira maciça, vinílico, ou porcelanato. Cada vendedor puxava para o seu lado.

— Madeira maciça é elegante, nobre, mas exige manutenção — disse um amigo arquiteto. — Tem que encerar, lixar, não pode molhar, arranha fácil. No Brasil, com umidade, pode empenar.

— Vinílico é prático — disse outro. — Não risca, não faz barulho, é quentinho, confortável, imita madeira perfeitamente. E é mais barato. Mas se furar, não tem conserto.

— Porcelanato é eterno — disse o terceiro. — Não risca, não mancha, não desbota. Mas é frio, duro, e se cair um copo, quebra.

Carlos analisou cada um para o seu contexto: apartamento com criança pequena que vai cair e derrubar coisas. — Vinílico é o mais adequado — concluiu. — É macio para quedas, fácil de limpar, confortável térmico.

Ele escolheu vinílico colado (LVT), de 4mm de espessura, com manta acústica por baixo. O preço médio foi 80 reais o metro quadrado, mais 30 de instalação. Metade do preço da madeira maciça.

— A instalação correta — explicou o instalador — precisa de contrapiso nivelado e seco. Se tiver imperfeição, o vinílico marca. E tem que deixar 5mm de junta na parede para dilatação.

O piso ficou lindo. Imitava carvalho europeu, mas era macio ao toque. Carlos andava descalço e sentia conforto térmico. E quando o filho derrubou um copo de suco, um pano resolveu. Sem mancha.

— Na próxima casa, vinílico de novo — disse Carlos.