Luísa foi à loja de materiais de construção animada. Precisava escolher os revestimentos do banheiro novo. Olhou as prateleiras e se encantou com um porcelanato acetinado bege, lindo na amostra.
Ela comprou caixas inteiras, pagou o frete, esperou a instalação. Quando o pedreiro abriu a primeira caixa, a cor era diferente. Mais escura. Mais fria.
— É o mesmo lote? — perguntou Luísa.
— É. Mas amostra de loja com luz fluorescente é diferente da luz natural do seu banheiro — explicou o pedreiro. — Sempre leva a amostra para casa e vê na luz do ambiente antes de comprar.
Luísa aprendeu da pior forma. As peças instaladas ficaram feias, o banheiro parecia um hospital. Ela teve que devolver e comprar outro revestimento.
Na segunda tentativa, ela levou amostras para casa. Colocou no chão, na parede, viu de manhã, de tarde, com luz acesa. Escolheu um porcelanato fosco bege acinzentado que ficou perfeito.
— Além da cor — disse o vendedor — tem que pensar no acabamento. Banheiro precisa de piso antiderrapante, com coeficiente de atrito mínimo. Nada de porcelanato polido no chão molhado — vira pista de patinação.
Luísa escolheu piso acetinado (antiderrapante) para o chão e porcelanato retificado para a parede. A combinação ficou linda e segura.
Ela aprendeu que azulejo bonito na loja pode ser feio em casa. Amostra real é a única verdade.