Beto acordou com um barulho estranho vindo da lavanderia. Era um chiado, como se alguém tivesse aberto uma torneira. Ele foi ver: o cano da máquina de lavar tinha rompido e a água jorrava com pressão, alagando o chão.
— CLARINHA! CORTA A ÁGUA! — gritou.
Clarinha correu para o registro geral, mas ele estava emperrado. Não girava. A água continuava jorrando. Beto tentou fechar o registro da lavanderia — também não funcionava.
— Onde é a chave de água na rua? — perguntou Clarinha, desesperada.
— Não sei! — Beto correu para fora, encontrou o cavalete na calçada, mas não tinha a chave. Usou um alicate, conseguiu fechar. A água parou.
A lavanderia estava inundada. 3 centímetros de água no chão. Eles passaram o rodo, o pano, torceram, e o estrago estava feito.
— Primeira lição — disse Seu Antônio, que chegou para ajudar. — Todo mundo tem que saber onde fica o registro geral da casa E a chave de água na rua. E o registro geral tem que ser testado de vez em quando. Se emperrar na hora do aperto, já era.
Seu Antônio trocou o cano rompido e instalou um registro geral novo, que abria e fechava com facilidade. Também ensinou Beto a ter um kit de emergência: abraçadeira de borracha para cano (tapa-furo), fita veda-rosca, um pedaço de cano de 3/4 e luvas de reparo.
— Com essas peças, você segura qualquer vazamento até chegar o bombeiro.
Beto montou o kit e guardou perto do quadro de energia. Ele aprendeu que emergência não avisa — mas estar preparado faz toda a diferença.