Beto notou uma poeira fininha saindo do rodapé da sala. Parecia serragem. Ele passou o dedo e a madeira cedeu. Por dentro, estava oca.
— Cupim — disse Seu Antônio, grave.
Seu Antônio explicou que existem dois tipos comuns: cupim de madeira seca (aquele que deixa montinhos de fezes que parecem grãos de areia) e cupim subterrâneo (que constrói túneis de barro nas paredes). — O pior é o subterrâneo. Ele vem do chão, passa pelas fundações, e ataca a estrutura.
— Como acabar com eles? — perguntou Beto, preocupado.
— Primeiro, confirma se está ativo. Bate na madeira e ouve o som oco. Espeta com uma chave de fenda. Se entrar fácil, está infestado.
O tratamento depende do nível. Para cupim de madeira seca em um móvel, Seu Antônio recomendou escovar a superfície e aplicar cupinicida líquido com seringa nos furos, depois selar. Para infestações grandes, o certo é a dedetização profissional com termonebulização ou gases.
— Mas o barato sai caro — alertou Seu Antônio. — Muita gente compra veneno de mercado, passa na madeira, e o cupim volta. Tem que tratar o ninho, não só o sintoma.
Beto chamou uma empresa especializada. O tratamento por termonebulização custou 1.200 reais, com garantia de um ano. A casa ficou livre dos cupins. E Beto aprendeu a fazer a prevenção: passar óleo queimado ou verniz especial em madeiras expostas, evitar encostar madeira na parede e manter a ventilação do porão.