Bati o carro uma vez, numa saída de estacionamento. Ele estava dando ré, olhou para trás, olhou para os lados, mas não viu o motoqueiro que vinha na contramão. Bati na lateral dele. Ele caiu, mas levantou na hora — só um arranhão no braço. O susto foi maior que o dano. Mas ele, na hora, não sabia o que fazer. ficou parado, perguntando se ele estava bem, enquanto os carros buzinavam atrás. Outro motorista parou e gritou: "Tira os carros da pista!" ele não sabia se tirava ou se esperava a polícia.
Hoje sabe o passa a passa. Primeiro: manter a calma e ligar o pisca-alerta. Segundo: verificar se há feridos — se sim, ligar 190 (ou 193 se grave). Se não, terceiro: fotografar tudo — posição dos veículos, danos, placas, local, condições da via. Quarto: se possível, remover os veículos para um local seguro para não bloquear o trânsito. Quinto: trocar dados com o outro motorista — nome, telefone, placa, modelo, seguradora e número do sinistro. Sexto: registrar o Boletim de Ocorrência online (em muitos estados dá para fazer pela internet). Sétimo: acionar o seguro. O erro mais comum é achar que precisa esperar a polícia para tudo. Não precisa — a não ser que haja feridos ou que o outro motorista esteja alterado. Carlos aprendeu que o jeito certo de agir numa colisão sem vítimas é ser rápido, organizado e não alimentar briga. Bater o carro já é estressante o bastante — brigar com o outro envolvido só piora. Trocar dados, registrar, acionar o seguro e ir embora. Depois se resolve com calma.