Nada pior que acordar atrasado, entrar no carro, girar a chave e ouvir aquele "tututututut" fraco. Bateria morta. Nas primeiras vezes, Carlos entrava em pânico. Começava a xingar, dava partida repetidamente (o que só piora porque drena mais a bateria), ligava para a Luísa desesperado, chamava Guincho às pressas e chegava no trabalho duas horas atrasado. Até que um mecânico ensinou a ele: se o motor de partida gira fraco, provavelmente é bateria. Se gira forte mas não pega, pode ser combustível, vela ou ignição.
Depois de aprender a diferença, Carlos criou um kit de emergência. Comprou um carregador de bateria portátil (aquele power bank que dá partida no carro) e deixou no porta-luvas. Custou uns duzentos reais e já o salvou três vezes. Também aprendeu a testar a bateria com um multímetro: abaixo de 12,4V com o carro desligado, a bateria está fraca. Abaixo de 11,8V, já era. Outra dica: se o carro fica muito tempo sem usar, a bateria descarrega naturalmente. Então, uma vez por semana, ele faz uma volta de dez minutos para recarregar. Se a bateria tem mais de três anos, troca antes do inverno, que é quando elas mais falham. Carlos aprendeu que bateria não avisa quando vai morrer — mas a gente pode se preparar para quando ela morrer. Hoje ele tem seu kit de emergência e faz a manutenção preventiva. Não adianta ficar rezando e girando a chave; o segredo é prevenção e um equipamento de emergência sempre à mão.