Qual o jeito certo de proceder quando o carro é roubado ou furtado?

Carlos

Estacionar na rua sempre foi um risco que Carlos aceitava — até o dia em que saiu do trabalho e viu o vazio. O carro dele não estava mais lá. Primeiro achou que tinha esquecido onde estacionou. Andou quarteirões. Nada. Ligou para a Luísa: "Amor, acho que roubaram o carro." Ela ficou em choque. Ele entrou em pânico. Ficou parado no meio da calçada sem saber o que fazer. O primeiro pensamento foi: "Vou achar o filho da mãe." O segundo: "Vou perder o carro." O terceiro: "E agora, como eu vou trabalhar?"

Respirou fundo e fez o que tinha que fazer. Primeiro: ligou para a polícia — 190 — e registrou a ocorrência. Eles o orientaram a ir até a delegacia mais próxima para fazer o Boletim de Ocorrência presencial. Segundo: ligou para o seguro. Atenderam o sinistro, informou o BO, e em 30 minutos já tinham aberto o processo. Terceiro: avisou a central de proteção veicular sobre o rastreador (sim, ele tinha instalado um depois de ouvir tantos casos de roubo). Quarto: foi para casa, tomou um banho, e aceitou que não podia fazer mais nada naquela noite. O carro não foi recuperado. Mas o seguro pagou a indenização em 20 dias. Com o dinheiro, deu entrada em outro carro. Carlos aprendeu uma lição cara, mas valiosa: lidar com roubo de carro não é desespero — é ação na ordem certa. BO primeiro. Seguro depois. Rastreador se tiver. E aceitar que carro é bem material. Bateu, roubou, queimou — o seguro existe para isso. O desespero não traz o carro de volta. A frieza, sim, resolve o processo.