Clarinha precisava estacionar entre dois carros na rua movimentada. O espaço era apertado. Carros buzinando atrás. Ela começou a suar frio.
— Vai, Clarinha, você consegue — murmurou para si mesma.
Ela colocou o carro paralelo, virou o volante todo para a direita, deu ré olhando no espelho direito. Quando a traseira entrou, virou o volante todo para a esquerda e continuou de ré. O carro ficou torto.
Ela deu ré de novo, ajustou. O carro da frente estava a centímetros. Ela suspirou, endireitou o volante e deu a ré final. Perfeito.
Beto, que estava no banco do passageiro, aplaudiu. — Mandou bem, amor! Mas quase bateu no poste.
— Cala a boca, Beto.
Clarinha ensinou a técnica que aprendeu: colocar o carro paralelo ao da frente, alinhar a porta traseira com o parachoque do carro da frente, virar o volante todo para a direita, dar ré até ver o farol do carro de trás no espelho, virar tudo para a esquerda e completar a ré.
— Treino é tudo. E sensor de estacionamento ajuda, mas não substitui olhar no espelho.