Carlos bateu o carro na volta do trabalho. Por via de escape, com risco de colisão. Ligou pro guincho e o atendente disse: "Já estamos enviando." Não perguntou quanto tempo. Ficou esperando 20, 30, 40 minutos. Escureceu, o movimento na via aumentou, e Carlos começou a ficar com medo — o carro batido, no escuro, num trecho perigoso. Quando o guincho chegou, 1h10 depois, Carlos já estava nervoso e a situação tinha ficado mais arriscada. O jeito certo de saber com o guincheiro quanto tempo leva para chegar é: na ligação, pergunte objetivamente: "Qual o tempo estimado de chegada?" Se ele disser "30 minutos", confirme: "Tudo bem, fico no local. Se houver atraso, pode me avisar?" Peça o nome do guincheiro e a placa do caminhão. Se demorar mais que o combinado, ligue de volta. Se você estiver em local perigoso, avise: "Estou num trecho escuro, sem acostamento seguro. Tem como priorizar?" O guincheiro não adivinha que você está numa situação de risco. Perguntar o ETA não é impaciência — é segurança. Saber quanto tempo vai esperar permite decidir se espera no carro ou se afasta pra um lugar mais seguro.