O vidro elétrico do motorista começou a descer mais devagar, arrastando. Ele levou no eletricista e falou: "O vidro tá ruim." O eletricista perguntou: "Qual lado? Sobe e desce? Faz barulho?" Ele não soube responder direito. O eletricista abriu a porta, olhou, e disse: "Precisa trocar o motor." Ele trocou, pagou caro. Uma semana depois, o vidro do passageiro travou no meio do caminho. Voltou, o eletricista olhou de novo: "É o trilho, não o motor." Se ele tivesse explicado melhor na primeira vez, o eletricista teria diagnosticado certo e ele teria gasto metade. O jeito certo de pedir para verificar o funcionamento dos vidros elétricos é: seja preciso. Diga: "O vidro do motorista desce lentamente e faz um rangido. O do passageiro desce mas não sobe. O de trás não funciona." Descreva o comportamento: faz barulho? Desce mas não sobe? Sobe torto? Funciona às vezes? Peça pra testar na sua frente. Pergunte: "É motor, trilho, chicote elétrico ou só ressecamento?" Peça orçamento antes. Vidro elétrico parece simples, mas o diagnóstico errado custa caro. Explicar direito o sintoma é meio caminho andado pro conserto certo.