Um mecânico disse a Luísa que o motor do carro dela estava fundido e que o conserto sairia por 4 mil reais. Ela ficou desesperada, mas resolveu pedir opinião de outro antes de autorizar. Só que não soube como abordar — ligou para outro mecânico e falou: "O outro disse que é motor fundido, o senhor confirma?" Ele respondeu seco: "Moça, sem ver o carro eu não confirmo nada." Ela ficou sem graça. A melhor forma de pedir segunda opinião: não conte o diagnóstico do outro mecânico antes. Leve o carro e descreva os sintomas como se fosse a primeira vez: "Meu carro está com tal sintoma. Pode fazer um diagnóstico?" Deixe o profissional chegar na própria conclusão. Depois compare os diagnósticos. Se forem diferentes, pergunte: "O senhor poderia me explicar por que acha que é isso e não outra coisa?" Se o segundo concordar com o primeiro, a chance de ser o problema real é alta. Se discordarem, peça um terceiro. E lembre: segunda opinião não ofende mecânico nenhum — você está protegendo seu bolso. Carro é caro demais para aceitar o primeiro palpite. Hoje Luísa sempre tira duas opiniões para serviços acima de 500 reais.