O carro dela foi roubado e a seguradora ofereceu um valor que Luísa achou baixo. A perita disse que o carro estava "bom estado" e pagaria pela Tabela FIPE. Só que o carro dela era impecável — pneus novos, revisão em dia, bancos em couro. Aceitou o valor por desespero, precisava do dinheiro. Depois descobriu que podia ter negociado. A melhor forma de negociar o valor do sinistro: primeiro, não aceite a primeira oferta. A seguradora quase sempre oferece um valor abaixo do justo. Junte provas: notas fiscais de pneus, revisões, acessórios, fotos do carro antes do sinistro. Pesquise anúncios de carros iguais ao seu no mercado — a Tabela FIPE é referência, mas não é lei. Quando ligar para negociar, fale: "Entendo a avaliação de vocês, mas meu carro estava acima da média. Tenho notas de pneus novos, revisão há 30 dias e o carro estava em estado de conservação superior. Gostaria de solicitar uma reavaliação." Peça para falar com o setor de sinistro e, se necessário, com o supervisor. Se mesmo assim não aceitarem, você pode pedir uma segunda perícia ou até contratar um advogado especializado em direito securitário.