Carlos pegou um carro na locadora, bateu umas fotos sem cuidado — de longe, contra o sol, meio tremidas. Quando devolveu, inventaram um arranhão na porta do motorista. Mostrou as fotos, mas dava pra ver nada. Teve que pagar. O erro acreditam que fotos de qualquer jeito servem como prova. Não servem. Agora ele tem um método: fotografia cada lado separado — dianteira, lateral esquerda, traseira, lateral direita — com o carro todo enquadrado. Depois faz close-ups dos cantos: parachoque, para-lamas, retrovisores, rodas. Tira foto do hodômetro pra comprovar a quilometragem. Tira foto do tanque de combustível pro nível registrado. E grava um vídeo de 30 segundos andando em volta do carro, mostrando todos os detalhes. O segredo é fazer tudo na frente do funcionário, de preferência com ele na filmagem ou na foto segurando a prancheta. Assim não tem discussão. E manda o material por e-mail pra ele mesmo na hora pra ter timestamp.