Beto estava no trânsito parado quando viu uma fumacinha saindo do capô. A agulha da temperatura subiu para o vermelho. O motor estava fervendo. Ele entrou em pânico.
— Desliga o carro imediatamente! — gritou Clarinha do banco do passageiro.
Beto desligou o motor e encostou. Abriu o capô e uma nuvem de vapor quente saiu — quase queimou a mão.
— Nunca abre o radiador com o motor quente! — disse Seu Antônio depois, ao telefone. — Você ia tomar um banho de água fervendo.
Seu Antônio explicou o protocolo: sentir cheiro de doce (vazamento de aditivo), verificar mangueiras, olhar o nível do reservatório. Beto esperou o motor esfriar, completou o líquido de arrefecimento e foi direto para oficina.
O diagnóstico: a ventoinha do radiador tinha queimado. O carro não refrigerava em baixa velocidade. Com 300 reais, Beto trocou o motor da ventoinha e o carro voltou ao normal.
Aprendizado: superaquecimento é emergência. Se ignorar, o motor funde. E nunca, jamais, abrir o radiador quente.