Um dia chegou em casa e anunciou: "amor, vamos trocar de carro". A Luísa olhou para ele como se ele tivesse falado que ia vender a casa. Ela disse "com que dinheiro?", "por que agora?", "e o nosso planejamento?". Ele não tinha resposta pra nada. Tinha visto um carro na rua, achou bonito, e decidiu na hora. Resultado: discutiram uma semana inteira, ela ficou magoada, ele frustrado, e no fim nem trocaram. O erro foi tratar uma decisão de milhares de reais como um impulso. Hoje eles sentam no começo do ano e definem: qual a vida útil do carro atual, quanto vão poupar por mês pro próximo, qual o valor máximo, e quais características são negociáveis. Quando surge uma oportunidade, eles já têm os critérios claros. Decisão vira projeto de casal, não surpresa de marido.