Beto encontrou o carro dos sonhos, mas o valor era bem maior do que ele tinha em mãos. O vendedor ofereceu um financiamento "imperdível" com parcelas que cabiam no orçamento. Beto ficou animado, mas Clarinha pediu para ver o contrato.
— Beto, olha essa taxa de juros aqui. Isso é um absurdo — ela disse, apontando para uma linha no meio do documento.
Ela sentou com ele e calcularam o CET (Custo Efetivo Total). O carro de 40 mil reais, parcelado em 48 vezes, sairia por quase 68 mil no final. Beto quase caiu para trás.
— É assim que funciona — explicou Clarinha. — Quanto mais longo o prazo, mais juros você paga. E tem seguro, IPVA, licenciamento todo ano.
Beto decidiu dar uma entrada maior e financiar o restante em 24 meses. As parcelas ficaram mais altas, mas o custo total caiu pela metade. Ele aprendeu que financiamento não é só parcela bonitinha — é conta de pano inteiro.