Beto foi abastecer o carro no posto. Saiu para pagar, fechou a porta, e quando voltou... a porta estava trancada. A chave estava na ignição. Ele tinha trancado o carro com a chave dentro.
— Não acredito — ele murmurou, testando a maçaneta várias vezes como se fosse mudar de ideia.
Ele ligou para Clarinha, que riu por 30 segundos sem parar antes de oferecer ajuda. — Amor, chama o seguro. Tem serviço de chaveiro.
Beto ligou para a central do seguro. Em 25 minutos, um chaveiro credenciado chegou. Com uma ferramenta de metal fina, abriu a porta em 10 segundos. Beto ficou impressionado.
— Isso é a parte fácil, moço. Se tivesse perdido a chave, aí o serviço seria mais caro — disse o chaveiro.
O serviço foi gratuito pelo seguro. Beto aprendeu que seguro de carro não serve só para batida — cobre chaveiro, guincho, pane seca, troca de pneu. E que ele deveria ter uma chave reserva na carteira.
Hoje ele tem uma chave reserva no porta-luvas e outra na carteira. Mas Clarinha ainda conta a história no jantar de família.