Clarinha foi ao cinema, se divertiu, e quando voltou ao estacionamento do shopping encontrou um amassado na porta do motorista. O culpado tinha ido embora. Ela ficou furiosa.
— Que pessoa sem caráter! Bateu e vazou!
Ela chamou o segurança, que levou para a administração do shopping. Assistaram as câmeras e viram um SUV preto dando ré e batendo no carro dela. Mas a placa estava ilegível.
Clarinha registrou boletim de ocorrência online, anexou as fotos que tirou no local e o protocolo do shopping. Ligou para o seguro no dia seguinte.
A seguradora orientou: como o culpado não foi identificado, o sinistro cai como "danos de terceiros não identificados". Ela pagou a franquia de 800 reais e o carro foi consertado.
— A lição que fica: estacionar longe de outros carros, de preferência em vaga de fim de fileira. E nunca deixar de ter seguro — disse Clarinha, ainda irritada.
Beto brincou: — Viu, amor? Na próxima, vamos de Uber. Clarinha riu, mas não achou graça.