Beto queria trocar de carro, mas não tinha dinheiro para entrada. O vendedor ofereceu um empréstimo pessoal para completar o valor. — É rapidinho, libera na hora, parcela cabe no bolso.
Clarinha pediu para ver as contas. Pegou o orçamento mensal do casal e foi colocando os números: prestação do empréstimo, seguro, gasolina, IPVA, manutenção. No fim, sobravam 150 reais por mês para lazer.
— Beto, se a gente assumir isso, não vamos sair pra jantar, nem cinema, nem nada por dois anos — ela disse.
Beto ficou balançado. Pesquisou outras opções: consórcio (mais barato mas demora), leasing (menos juros mas o carro não é seu no fim), cooperativa de crédito (juros menores que banco).
No fim, ele esperou mais seis meses, juntou uma entrada maior e comprou o carro com financiamento direto pela concessionária com uma taxa mais justa. A parcela coube no orçamento e ainda sobrou para um cineminha no fim de semana.
— Empréstimo não é vilão, mas tem que caber na vida, não só no bolso — Beto concluiu.