Luísa tomou uma multa de radar que tinha certeza que era injusta. Pagou um advogado que prometeu anular "com certeza". Ele entrou com recurso, mas não fundamentou direito. O recurso foi negado em primeira e em segunda instância. Perdeu o dinheiro do advogado, o tempo, e ainda teve que pagar a multa. Ele simplesmente usou um modelo genérico que servia pra qualquer caso.
Aprendeu que anular multa de trânsito é possível, mas não é automático. Depende de vícios específicos: erro na notificação, falha na identificação do condutor, radar não homologado, ausência de placa na foto, prazo de defesa desrespeitado. Hoje, quando liga pra um advogado, pergunta: "Qual o fundamento jurídico mais forte pro meu caso? O senhor já ganhou casos semelhantes?" Um bom advogado explica os artigos, os prazos, as chances reais. Pergunta também: "Qual o valor e o que está incluído? E se perder em primeira instância, o recurso em segunda está incluso?" Advogado que promete anulação sem ver os documentos é furada. Pede um diagnóstico inicial gratuito — muitos advogados dão. Se cobram só pra "olhar", desconfia. O jeito certo é tratar a anulação como um processo jurídico, não como milagre. E lembrar que nem toda multa injusta é anulável — mas toda multa anulável precisa de fundamento técnico, não de sorte.