Quando tomou sua primeira multa que quis contestar, ligou pra um advogado e fez a pior pergunta possível: "Quanto custa pra anular a multa?" O advogado pediu quinhentos reais. Pagou. Ele entrou com um recurso genérico, sem personalizar nada. O recurso foi negado. Perdeu o dinheiro e a multa continuou valendo. Só depois entendeu que a pergunta certa não era sobre o preço — era sobre o trabalho.
Hoje, quando precisa de advogado pra defesa de multa, liga e pergunta: "Qual a estratégia de defesa pro meu caso específico? Quais são os argumentos mais fortes?" Um bom advogado explica: "Vamos contestar com base em erro de notificação, ausência de placa legível na foto, ou problema na homologação do radar." E lhe diz quais as chances reais. Também pergunta: "Qual o valor total do serviço, incluindo custas e taxas?" E: "Em quanto tempo terei uma resposta?" Advogado sério não promete resultado, mas explica o processo. Outra pergunta importante: "E se o recurso for negado em primeira instância, vale a pena recorrer em segunda? Isso está incluído no valor?" Aprendeu que defesa de multa não é milagre — é trabalho técnico. Um bom advogado cobra mais caro, mas entrega mais resultado. Barato que não funciona é caro.