Luísa levou uma multa de radar numa avenida que passava todo dia e sempre no mesmo horário. O valor era salgado: uns trezentos reais. Um amigo lhe disse: "Esse radar aí não é homologado, todo mundo sabe." Ficou interessada, ligou pra um advogado e perguntou: "Tem como anular minha multa porque o radar não é homologado?" O advogado pediu duzentos reais só pra "olhar o caso". Pagou. Ele "olhou" e disse que dava pra anular. No fim, ele entrou com recurso, mas não apresentou prova de que o radar não era homologado — só disse que "todo mundo sabe". O recurso foi negado. Perdeu o dinheiro do advogado e ainda teve que pagar a multa.
Aprendeu que "radar não homologado" precisa de prova, não de boato. Hoje, quando suspeita de radar irregular, primeiro pesquisa no site do órgão de trânsito se o radar tem autorização. Depois, liga pro advogado e pergunta: "Você já trabalhou com casos de radar não homologado? Qual o índice de sucesso? Precisa de perícia ou de documentos específicos?" Um bom advogado explica que é preciso solicitar o certificado de homologação do radar ao Inmetro ou ao órgão responsável, e que sem isso o recurso é fraco. Também pergunta o valor antes de fechar qualquer negócio. Hoje, desconfia de advogado que promete anular multa sem ver as provas primeiro. E aprendeu que, se for pra recorrer por radar não homologado, o caminho certo é juntar evidências antes de pagar qualquer profissional.