Luísa vendeu o carro antigo dela, fez a transferência, tudo certo. Três meses depois, chegou uma multa no nome dela. Excesso de velocidade, 180 dias atrás — data em que o carro ainda estava com ela. Só que não tinha sido ela a dirigir. Ligou pro comprador, que disse "não fui eu". Ficou no meio do fogo cruzado. Tentou resolver sozinha no Detran e quase enlouqueceu. No fim, contratou um despachante, mas não sabia nem o que perguntar pra ele. Ele pediu um monte de documentos que ela não tinha, e ficou mais perdida ainda.
Hoje, aprendeu a conversar com despachante de um jeito produtivo. Liga e pergunta: "Vendi um veículo e recebi uma multa no meu nome. Preciso saber se a transferência foi concluída antes ou depois da data da infração. Você pode me ajudar com isso?" Se a transferência já estava feita quando a multa foi aplicada, a responsabilidade é do comprador. O despachante pode puxar o histórico da transferência e ver a data exata. Também pergunta: "Qual o valor do serviço pra fazer a comunicação de venda e indicar o condutor?" E pergunta o prazo. Despachante bom resolve em dias, não em meses. Antes de contratar, pergunta referências. O jeito certo é não deixar a multa quieta, porque ela não some — ela vira dívida no seu nome, afeta seu CPF, e pode travar sua vida.