Carlos tomou uma multa e o prazo de vencimento caía bem no meio do mês, quando a conta dele sempre fica no vermelho. Tentou ligar e pedir mais prazo, mas não sabia nem pra quem ligar nem o que falar. Acabou deixando vencer. Quando foi pagar, o valor tinha subido com juros e multa por atraso. Pagar parcelado com juros saiu o dobro do que teria sido se tivesse pago no prazo. Tudo porque não soube pedir ajuda a tempo.
Ele aprendeu que multa de trânsito não é como conta de luz — não se pede prorrogação simplesmente. O prazo de pagamento com desconto é fixo e dado por lei. O que dá pra fazer é parcelar depois do vencimento, mas aí perde o desconto e entra com juros. Hoje, quando o prazo aperta, ele liga pro órgão autuador e pergunta: "Qual a data exata de vencimento? Existe possibilidade de parcelamento? Se sim, qual o valor mínimo da parcela e quantas parcelas?" Anota tudo. Se não consegue pagar à vista com desconto, parcela pra não deixar acumular. E se realmente não consegue pagar nem parcelado, pergunta sobre a possibilidade de conversão em advertência (se for infração leve ou média e ele não tiver reincidência). O que não dá é ficar quieto e deixar vencer sem fazer nada. Multa não prescreve no ano seguinte — ela cresce, vira dívida ativa, e pode até impedir de licenciar o carro.