Tomou uma multa por excesso de velocidade que ela jurava que não era sua. Ficou revoltada, ligou pro atendimento do Detran e já saiu falando: "Essa multa não é minha, quero recorrer, como faz?" A atendente pediu seu protocolo, e ela não tinha — tinha jogado o papel fora. Ela falou um monte de termos técnicos que a deixaram mais perdida ainda. Desligou frustrada e acabou pagando a multa, mesmo achando injusta. Só depois descobriu que ela poderia ter recorrido, e que o prazo pra defesa era mais longo do que ela pensava. Pagou por desinformação e por não saber perguntar direito.
Hoje, quando precisa recorrer de multa, liga preparada. Anota o número do auto de infração, a placa, a data, o órgão autuador. Liga e pergunta de um jeito direto: "Bom dia, recebi uma notificação de infração e gostaria de informações sobre como apresentar defesa prévia. Qual o prazo e qual o protocolo?" Pede pra anotarem o protocolo da ligação. Pergunta se o recurso é online, presencial, ou por carta. Anota tudo. E o mais importante: pergunta qual o prazo exato pra apresentar a defesa, porque cada órgão tem um prazo diferente. Aprendeu que atendente de Detran lida com centenas de pessoas nervosas por dia. Ser educada, objetiva e ter os dados em mãos faz o atendimento render muito mais. E que desistir de recorrer por preguiça de perguntar é o mesmo que aceitar a multa calado.