Qual o jeito certo de conversar sobre a bateria do carro com o vendedor?

Luísa

Ela foi ver um carro e o vendedor disse "a bateria é nova, coloquei mês passado". Ótimo, ela pensou. Fechou negócio. Duas semanas depois, numa manhã de inverno, o carro não ligou. Bateria morta. Chamou um chaveiro, que olhou a bateria e disse: "Moça, essa bateria é de 2019." O vendedor tinha limpado a bateria e colocado adesivo novo em cima do adesivo velho pra parecer nova. Ela não tinha olhado a data.

Ela aprendeu que bateria tem data de fabricação gravada nela, num selo ou etiqueta, e que não adianta confiar na palavra. Hoje, ela abre o capô e olha a bateria com atenção. Procura o selo com a data: geralmente mês e ano. Se tiver adesivo novo colado por cima do original, arranca a ponta e vê o que tem debaixo. Pergunta: "O senhor tem a nota fiscal da bateria?" Se for nova mesmo, a nota existe. Se o vendedor diz "perdi a nota", a bateria pode ser velha. Também vê os terminais: se estão com aquela crosta branca/azulada (corrosão), a bateria não é tão nova assim. E pede pra ligar o carro e medir a tensão com um multímetro — com o motor desligado, uma bateria saudável marca entre 12,4V e 12,7V. Abaixo disso, já era. Bateria é item de desgaste natural, mas pagar por uma nova e levar uma velha é ser passado pra trás.