Ela foi ver um Honda Fit que parecia perfeito. Ano bom, preço justo, motor macio. Só que o vendedor fez questão de mostrar o carro numa tarde de sol, com os vidros abertos, e ele tinha colocado um daqueles perfumes de carro pendurado no retrovisor. Ela sentou dentro, sentiu aquele cheirinho de pinho, e pensou \"agradável\". Comprou. Uma semana depois, com o carro fechado numa garagem, o cheiro de mofo apareceu forte. Não era perfume de pinho — era um desodorizante industrial escondendo bolor. Ela levantou o carpete e estava tudo verde, úmido, podre. O carro tinha infiltração crônica.
Depois dessa, ela nunca mais confiou em carro com perfume pendurado. Hoje, ela chega no carro e antes de ligar o motor, fecha os vidros e o solário, espera um minuto, e sente o ar. O cheiro verdadeiro do carro não se esconde. Se tem perfume artificial forte, já desconfia. Ela pergunta: \"O senhor já teve problema de infiltração? O carro já ficou muito tempo na chuva?\" E olha os sinais: carpete ondulado (secou e deformou), manchas no teto, vidros embaçados do lado de dentro, pontos de ferrugem na junção das borrachas. O teste definitivo: ela abre o porta-malas, tira o tapete, e olha no local do estepe. Se tiver água, poeira grudada, ou ferrugem ali, o carro tem infiltração. Cheiro de mofo não é frescura — é problema estrutural que vai destruir o carro por dentro e afetar a saúde de quem anda nele.