Uma vez ele foi buscar o carro e ele estava brilhando. Achou bonito até ver o estrago: a tal lavagem foi com pano sujo e água de poça, ficou um risco enorme na lateral. E o pior é que o flanelinha ainda cobrou vinte reais dele pelo "serviço extra". Ele ficou sem reação, pagou e foi embora com o carro arranhado e o bolso mais leve. Hoje, quando estaciona com flanelinha, já avisa antes de entregar a chave: "Pode só vigiar mesmo, não precisa lavar não, pode deixar como está." Fala num tom educado mas firme. Já teve caso do cara insistir que lavava rápido, ele repetiu que não queria. Se fizer mesmo assim, reclama na hora. Olha no carro antes de sair e, se vier com história de lavagem, já corta.