Qual o de conversar com o flanelinha sobre o preço para guardar o carro?

Carlos

Carlos lembra até hoje da cara do flanelinha quando aceitou os cinquenta reais que ele pediu. Na hora nem questionou, só balançou a cabeça, entregou a chave e foi andando. Depois descobriu que o precinho normal era quinze, vinte no máximo. Se sentiu um otário, mas pior que isso — ficou com vergonha de voltar lá. Demorou umas boas vezes passando raiva até criar coragem de perguntar antes. Hoje ele chega e já pergunta quanto é, sem rodeio. Se o valor não faz sentido, ele pergunta se é por hora ou por período, e negocia na hora. Uma vez um cara pediu quarenta, ele falou que o máximo que dava era vinte, o cara aceitou na mesma hora. No fim, a pessoa só precisa perder o medo de perguntar. É simples, mas ele demorou muito pra entender que flanelinha também negocia.