Depois que a bomba de combustível queimou na estrada, o guincho levou Beto e o carro para a oficina de Seu Antônio. Era 1h da manhã. Seu Antônio atendeu o telefone na primeira chamada.
— Pode deixar o carro aqui na frente, amanhã cedo eu olho — disse o mecânico, com a voz grossa de sono.
Beto descobriu que o seguro cobria o guincho por até 200 km. Seu Antônio explicou como funciona: o guincho pode ser de plataforma (o carro vai completamente suspenso) ou de gancho (puxa o carro por uma roda). Para carro com problemas na suspensão ou tração, o ideal é plataforma.
— Muita gente chama guincho sem saber e acaba danificando mais o carro — disse Seu Antônio no dia seguinte.
Beto pagou apenas a franquia do guincho, 60 reais. Aprendeu que o seguro de carro inclui serviços de emergência que vão muito além de bater o carro — reboque, chaveiro, troca de pneu, pane seca. Coisas que ele nunca tinha lido na apólice.