Carlos viu um carro de leilão por um preço absurdo de barato. Metade da tabela FIPE. Ficou doido e já ligou no banco: "Financia carro de leilão?" A atendente pediu pra ele esperar, voltou e disse: "Não." Desligou frustrado. Mas um conhecido que trabalha com leilão explicou a ele que alguns bancos financiam sim carro de leilão, mas com condições específicas: entrada maior, juros mais altos, e só depois do carro estar documentado no nome do comprador. Na segunda tentativa, foi num banco diferente e perguntou já preparado: "Bom dia, quero saber a política de financiamento pra veículos adquiridos em leilão. Qual a entrada mínima exigida? A taxa é diferente de um carro usado comum? Precisa de alguma documentação específica, como a ata do leilão e o comprovante de arrematação? E o carro precisa estar quitado de multas e IPVA?" O gerente explicou a ele que financiavam sim, mas com entrada mínima de 60%, taxa 0,5% maior, e o carro precisava estar documentado há pelo menos trinta dias. Não compensou financeiramente. Desistiu. Mas pelo menos saiu com informação de verdade. O erro foi desistir no primeiro "não". O acerto foi saber o caminho das pedras e calcular se valia a pena.