Ela chegou no banco ansiosa e falou pro gerente: "Quero financiar um carro." Ele olhou pra ela, pediu os documentos dela e em cinco minutos voltou com uma proposta: juros de 2,5% ao mês, entrada de cinquenta por cento, parcelas que iam comer metade do salário dela. Ela assustou, mas assinou porque achou que era a única opção. Só depois descobriu que outra pessoa conseguiu 1,8% no mesmo banco porque pediu pra simular com diferentes prazos e entradas. Voltou arrependida. Na segunda vez que precisou financiar, fez diferente. Sentou com o gerente e falou: "Quero financiar um carro de sessenta mil. Pode me simular três cenários: com entrada de 30, 40 e 50 por cento, e com prazos de 24, 36 e 48 meses? Quero ver a taxa de juros efetiva em cada um, o Custo Efetivo Total, e se tem seguro obrigatório incluso." O gerente até se animou — raramente um cliente pede o CET. Ele abriu o sistema e foi simulando. No final, o melhor cenário foi 40% de entrada em 36 meses, com CET de 1,9% ao mês. Fechou sabendo exatamente quanto ia pagar. O erro foi aceitar a primeira proposta como verdade absoluta. O acerto foi pedir múltiplos cenários e o Custo Efetivo Total.