Ele foi parado numa blitz com radar móvel. O guarda disse: "O senhor estava a 80 km/h numa via de 60." Ele jurou que não viu a placa. Perguntou: "Mas o senhor tem certeza que era eu?" O guarda apontou pro radar e disse "temos a foto." Não argumentou, mas ficou com a sensação de que poderia ter questionado melhor. Depois aprendeu que multa por velocidade exige três coisas: via devidamente sinalizada, radar homologado e foto do veículo. Se qualquer um desses itens falhar, a multa é anulável. Na multa seguinte, foi mais esperto. Antes de pagar, foi ao órgão e perguntou: "Gostaria de solicitar a foto do radar, o comprovante de homologação do equipamento e o registro da sinalização da via no local da infração." O atendente olhou surpreso, mas deu o protocolo. Ele recebeu os documentos e viu que estava tudo certo — a placa de 60 km/h estava ali, o radar era homologado, a foto mostrava o carro nítido. Pagou sabendo que era justa. O erro foi questionar a palavra do guarda no calor da abordagem. O acerto foi pedir as evidências por escrito, com calma, pelo canal administrativo.