Ela passou num sinal vermelho sem querer — o sinal fechou quando ela já estava no meio do cruzamento. O guarda a parou, pediu documentos e ela já foi logo pedindo: "Moço, pelo amor de Deus, não me multa, foi sem querer." Ele olhou com cara de paisagem e continuou escrevendo a multa. Ela levou uma multa gravíssima e ainda saiu com fama de chorona. Uma amiga advogada ensinou: pedir "não me multa" é a pior estratégia. Você está pedindo favor pessoal. O certo é pedir com base na lei. Na vez seguinte, foi parada por estacionar em local proibido por cinco minutos pra buscar um remédio. Respirou fundo e falou: "Bom dia, doutor. Eu sei que cometi uma infração, mas gostaria de saber se se enquadra nos casos em que o senhor pode converter em advertência por escrito. Sou primária, não tenho multas nos últimos doze meses e a infração é de natureza leve ou média." O guarda parou, olhou pro prontuário dela no sistema, viu que ela estava limpa e falou: "Vou converter em advertência. Dirija com mais atenção." Ela assinou o termo e foi embora sem multa. O segredo? Saber que o CTB permite advertência no lugar de multa para infração leve ou média, se o condutor não for reincidente. Pedir com base na lei, não no choro.