O carro de Carlos estragou no meio da rua, num lugar proibido de estacionar. O guarda chegou e ele, em pânico, perguntou: "O senhor vai levar meu carro pro pátio?" Ele respondeu: "Se não tirar daqui, sim." Ficou desesperado, ligou pro guincho mais caro da cidade e pagou trezentos reais pra remover o carro em vinte minutos. Depois, um amigo que trabalha no DETRAN explicou que o guarda só pode guinchar se o carro estiver abandonado ou representar perigo iminente. Se o motorista está presente e consegue resolver, o guarda dá um prazo. Ele entrou em pânico à toa. Depois disso, aprendeu: numa situação similar, parou, respirou e perguntou pro guarda: "Doutor, meu carro quebrou. Qual o prazo que eu tenho pra tirar ele daqui antes de ser guinchado? Se eu chamar um mecânico agora mesmo, o senhor dá um jeito?" O guarda olhou o carro, viu que era uma quebra mecânica e falou: "Pode chamar o mecânico, dou vinte minutos." Deu tempo. Chamou o guincho do seguro, que foi de graça, e resolveu. O erro foi achar que ia perder o carro. O acerto foi perguntar o prazo e a condição antes de agir.