Tomou uma multa de duzentos e cinquenta reais e quase teve um troço. Ligou pro DETRAN e perguntou: "Esse valor tá errado, não pode ser tão caro." A atendente respondeu que o valor estava correto e a conversa morreu ali. Pagou reclamando, mas pagou. Depois descobriu que multa tem gradação — leve, média, grave e gravíssima — e que a dela era grave mesmo, o valor estava certo. Mas também descobriu que existem descontos pra pagamento antecipado que ela poderia ter pedido. Na multa seguinte, a abordagem foi outra. Foi no posto da CIRETRAN e perguntou: "Bom dia, recebi essa notificação e queria entender o valor. Qual a gravidade da infração? Tem desconto pra pagamento à vista ou antecipado? E se eu quiser parcelar, como funciona?" O atendente explicou pra ela tudo: 20% de desconto se pagasse até a data de vencimento, possibilidade de parcelamento em até seis vezes. Economizou cinquenta reais na hora. O erro foi discutir o valor como se fosse negociação de feira. O acerto foi perguntar sobre a classificação legal da infração e os benefícios de pagamento. Agente não define valor — aplica a tabela. Saber a tabela é que resolve.