Beto estava numa avenida vazia, quase meia-noite. A via estava deserta, ele acelerou um pouco sem perceber. Um flash branco iluminou o carro. Ele sabia o que era: radar de velocidade.
— Ferrou — murmurou.
Duas semanas depois, a multa chegou. 50 km/h acima do limite, infração gravíssima multiplicada por 3. 880 reais. O coração de Beto parou por um segundo.
Clarinha, que estava com ele no dia, não perdoou: — Eu falei pra prestar atenção nos radares. Você tava no celular vendo Instagram.
Beto pagou a multa com o desconto, mas ficou de lição. Passou a usar o Waze com alertas de radar, prestar atenção nas placas de velocidade máxima e respeitar os limites mesmo em via vazia. Descobriu que os radares salvam vidas, mas doem no bolso.
No mês seguinte, ele instalou um suporte de celular no carro e desativou as notificações de rede social enquanto dirige.