Quando Carlos se matriculou, o atendente designou para ele um instrutor aleatório e ele nem questionou. Na primeira aula, o cara era estressado, gritava cada erro e ele saiu tremendo. Fez três aulas com ele e odiava cada minuto. Pensava que era assim mesmo, que instrutor de autoescola era ranzinza por profissão. Até que um dia um colega de trabalho contou que amou as aulas dele — e era na mesma autoescola, com outro instrutor. Carlos perguntou como ele conseguiu aquele e o colega disse: "Ué, eu pedi." No outro dia, Carlos foi na secretaria e falou: "Olha, tive uma experiência ruim com o instrutor que vocês me deram. Vocês podem me indicar o melhor instrutor que tem? Não precisa ser o mais bonzinho, mas o que tem mais paciência com iniciante e melhor taxa de aprovação na prova prática." A secretária passou dois nomes e disse que um deles tinha mais de noventa por cento de aprovação. Ele trocou na hora. A diferença foi absurda — o novo instrutor explicava, esperava, corrigia sem gritar. Ele passou de primeira. O erro foi achar que instrutor é tudo igual. O acerto foi tratar como escolha de profissional: pedir referência, perfil e resultado.