Ele ouviu falar que simulador de direção ajudava a perder o medo antes de pegar no carro de verdade. Ligou na autoescola e perguntou: "Tem simulador aí?" A moça respondeu que sim, e ele já foi agendando empolgado. Chegou no dia e era um videogame velho com volante de plástico, sem pedal direito, que mais parecia fliperama de shopping do que treinamento. Passou vinte minutos jogando Forza Horizon sem aprender nada de legislação. Saiu de lá frustrado. Depois de reclamar num grupo de amigos, um deles explicou que existem simuladores certificados pelo DETRAN e simuladores genéricos. Voltou na autoescola e perguntou de forma direta: "O simulador de vocês é homologado pelo DETRAN? Ele tem banco de questões oficial? Quantas horas de simulação contam pra carga horária da formação?" A atendente explicou que o simulador que ele usou era só recreativo, mas que eles tinham outro, homologado, que podia usar com agendamento. Marcou para a semana seguinte. A diferença foi gigante — o homologado tinha cenários reais de trânsito, pedestre, chuva, tudo. O erro foi não especificar o tipo. O acerto foi perguntar pela certificação.