A mãe de Carlos tinha um Corsa 2008 e ele queria treinar nele, porque seria o carro que ele ia dirigir depois de habilitado. Ele chegou pro instrutor e perguntou: "Dá pra treinar no carro da minha mãe?" O instrutor respondeu "dá" e marcaram uma aula. No dia, ele chegou com o carro da autoescola, todo decorado com placa de aprendiz. Carlos falou: "Ué, cadê o carro da minha mãe?" O instrutor disse: "Não trouxe, pensei que você ia trazer ele pra cá." Foi um desencontro sem fim. Perderam quarenta minutos discutindo. Só depois Carlos aprendeu a perguntar direito: "Você oferece aula no carro do aluno? Se sim, o que precisa — o carro precisa de adaptações? Tem que ter seguro específico? O senhor vai até minha casa ou eu levo o carro até a autoescola?" Aí veio a resposta completa: ele fazia sim, mas o carro precisava de pedal duplo instalado, o que não valia a pena pro caso dele. O instrutor indicou um instrutor particular que fazia esse serviço. Ele resolveu. A lição é clara: "dá" não significa "faz". Tem que cavar os detalhes.