Quando resolveu tirar carta, Luísa já sabia que queria dirigir automático. Mas não teve coragem de ser direta com o instrutor. Ligou na autoescola e perguntou: "As aulas são em carro normal?" A atendente falou que sim, e ela deixou pra lá. Fez três aulas num carro manual e foi um sofrimento. Ela morria de medo do ponto da embreagem, o carro apagava toda hora e ela saía de cada aula com vontade de chorar. Até que um dia o instrutor cansou de vê-la sofrendo e perguntou: "Moça, por que você não tira automático?" Ela respondeu: "Tem essa opção?" Ele quase caiu pra trás. Ela foi na secretária e perguntou claro: "Vocês têm instrutor específico pra aula de carro automático? A grade de horários é diferente? O valor é o mesmo?" Passaram um instrutor que só trabalhava com automático, ela agendou no mesmo dia e a diferença foi absurda. Ela aprendeu a dirigir de verdade em duas semanas. O erro foi achar que todo instrutor ensina em qualquer carro. O acerto foi perguntar exatamente pelo tipo de câmbio.