Ele dirige com uma mão só e me deixa nervosa. Como convencê-lo a dirigir certo?

Luísa

Carlos dirige com a mão esquerda no volante e o cotovelo direito apoiado na janela. Relaxado demais. Numa curva, a mão escorregou, o carro cruzou a faixa. Ele corrigiu na hora, mas o coração dela disparou. "Carlos, dirige com as duas mãos." "Tô dirigindo bem." "Quase saiu da pista." "Foi nada."

Ela tentou explicar que dirigir com as duas mãos não é questão de gosto — é segurança. Numa emergência, o reflexo com uma mão é mais lento. Ele ignorou. Até que um amigo policial rodoviário veio jantar. O Carlos comentou: "Ela vive reclamando que eu dirijo com uma mão." O policial disse: "Cara, o volante foi feito pra duas mãos. Com uma, você leva meio segundo a mais pra desviar de um buraco. Numa estrada a oitenta por hora, meio segundo são onze metros." Carlos engoliu seco.

Desde então, dirige com as duas mãos. Não por ela — pelo argumento técnico. O aprendizado dela: às vezes a pessoa certa diz a mesma coisa que ela, e o peso é outro. Não importa de onde vem a sabedoria, contanto que ela chegue.