O marido não respeita os limites de velocidade da esposa. Como lidar com isso?

Luísa

Via de trinta quilômetros por hora, escola, crianças. Carlos a quarenta e cinco. "Carlos, tem radar aí." "Não tem." "Tem." "Tô na minha." Bip. Multa. Cento e cinquenta reais. Ele bateu a mão no volante. Ela não disse "eu te avisei", mas respirou fundo. Não era sobre a multa — era sobre ele achar que as regras não se aplicavam a ele.

Ela conversou em casa. "Carlos, você dirigir acima do limite não me faz sentir segura. Eu fico tensa, esperando uma multa ou um acidente." Ele disse: "Você é muito medrosa." "Não sou medrosa, sou realista. Trinta por hora perto de escola não é sugestão — é lei." Ele rebateu: "Todo mundo anda acima." "Não me importa todo mundo. Me importa a gente."

A discussão foi longe. No fim, ele aceitou que, quando ela estivesse no carro, respeitaria os limites. Disse que sozinho, faria o que quisesse. Não era o ideal, mas era um começo. Com o tempo, ela foi percebendo que ele passou a respeitar mais os limites mesmo sozinho. Não por ela — porque levou multas suficientes pra aprender. Mas na presença dela, ele respeita. E isso já é ganho.