Clarinha completou dezesseis anos e decidiu tirar o título de eleitor. Mesmo sendo facultativo, ela queria participar da próxima eleição municipal. O pai, Seu Antônio, apoiou a decisão e foi com ela até o cartório eleitoral.
— Filha, votar é um direito conquistado com muito suor — disse ele enquanto esperavam na fila.
Clarinha levou RG, comprovante de residência e uma foto recente. Preencheu o formulário de alistamento eleitoral e entregou os documentos. A atendente informou que o título ficaria pronto em trinta dias.
No caminho de volta, Clarinha perguntou ao pai em quem ele votava. Seu Antônio sorriu e disse que voto é segredo, mas que ela deveria pesquisar os candidatos, ler as propostas e não vender o voto por nada.
— Política não é só no dia da eleição — completou. — É acompanhar depois também.