Beto estava terminando a faculdade e nunca tinha tirado o CPF. Achava que só precisava quando começasse a trabalhar, mas o estágio exigia a documentação completa. A prima Luísa perguntou se ele já tinha CPF e ele respondeu que não, que nunca tinha sido necessário.
— Beto, mas como você viveu até agora sem CPF? — Luísa riu. — Não dá nem para fazer um cadastro em loja.
Beto foi até uma agência dos Correios com os documentos. Levou RG, certidão de nascimento e comprovante de residência. Preencheu o formulário, pagou a taxa e esperou o prazo de cinco dias úteis. Quando o número chegou, ele anotou no bloco de notas do celular e também guardou o comprovante impresso.
— Pronto, agora sou cidadão de verdade — brincou com Carlos no almoço.
Carlos respondeu que o CPF abre portas, mas também traz responsabilidades, como declarar imposto de renda. Beto engoliu seco.