Luísa perdeu um bebê com 20 semanas de gestação. No hospital, o atendimento foi técnico, frio, mecânico. Ninguém sentou com ela para explicar o que estava acontecendo. Ninguém perguntou como ela estava se sentindo. Saiu de lá com um papel na mão e um vazio no peito. Depois, uma amiga psicóloga falou sobre o direito ao atendimento humanizado em situações de perda gestacional. Existe uma lei que garante acolhimento psicológico e informações claras. Na segunda gestação de risco, escolheu um hospital com programa de humanização. Foi completamente diferente: a equipe tratou com respeito, explicou cada procedimento, deu espaço para perguntar. Luísa aprendeu: atendimento humanizado não é luxo, é direito. Escolha profissionais e instituições que tratam o paciente como pessoa, não como número. E se você não for tratada com dignidade, denuncie.