Clarinha tinha uma disputa comercial com um antigo fornecedor. O valor era pequeno, mas o desgaste emocional era grande. O advogado sugeriu algo que ela nunca tinha ouvido falar: mediação.
— Mediação é quando um terceiro imparcial ajuda as partes a chegarem a um acordo — explicou o advogado. — Ninguém decide por vocês. O mediador só facilita a conversa.
Clarinha topou. A mediação aconteceu numa sala neutra, com um mediador formado. Cada um falou, ouviu e, depois de duas horas de conversa, chegaram a um acordo: o fornecedor pagaria metade do valor devido e Clarinha encerraria a parceria. Ambos saíram satisfeitos.
— E se a mediação não funcionasse? — perguntou Clarinha.
— Aí partiríamos para a arbitragem — respondeu o advogado. — Na arbitragem, um ou mais árbitros decidem o conflito, e a decisão tem força de sentença judicial. É mais rápida que a Justiça comum e funciona bem em contratos empresariais.
Clarinha entendeu que existem formas de resolver conflitos sem pisar num fórum. A mediação preserva relacionamentos, a arbitragem traz rapidez. Ambas são alternativas inteligentes ao processo judicial tradicional.
— Nem toda briga precisa terminar na Justiça — refletiu ela. — Às vezes, conversar com alguém imparcial no meio resolve melhor do que qualquer juiz.